Produção de mudas desperta interesse  por novos negócios em Belo Oriente


A produção de mudas, principalmente de espécies nativas, está despertando o interesse por novos empreendimentos em Belo Oriente. Nesta quinta-feira (13), a vereadora Nacife Menezes, presidente da Câmara de Belo Oriente, acompanhou a visita de técnicos do governo do Paraguai e professores da Universidade Federal de Viçosa ao Viveiro Ouro Verde, localizado na comunidade de Areia Preta, próxima ao Projeto Praia da Missa. Nacife esteve acompanhada do vice-prefeito Geci Gomes Ribeiro, incentivadores do agronegócio no município.


No Viveiro Ouro Verde, conforme os proprietários Silvio Leão e Marlúcia Bicalho, estão sendo produzidas e serão entregues até janeiro de 2019 cerca de 500 mil mudas de 15 espécies de árvores nativas, a maioria originaria de Mata Atlântica, e plantas ornamentais. “A proposta da visita é compartilhar conhecimento técnico em produção de mudas nativas e restauração florestal, mas é necessário lembrar que esse negócio já despertou o interesse de grandes empresas. Já sabemos que boa parte da produção daqui será usada no processo de restauração e reflorestamento da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, atingida pelo Desastre de Mariana, em função de uma parceria com a Fundação Renova", lembrou Nacife Menezes. Pela manhã, a comitiva conheceu o Viveiro da Cenibra, que também produz em Belo Oriente mudas de eucalipto, matéria-prima utilizada na produção de celulose na empresa. 


Para a vereadora de Belo Oriente, esta é uma iniciativa que visa fomentar a economia de Belo Oriente. “Estamos criando conexões com fornecedores e produtores rurais, que são importantes protagonistas na reparação não só das comunidades, mas também do meio ambiente no entorno do rio Doce. Os produtores de mudas locais são essenciais para as ações de reflorestamento da região. E esta ação só é possível com a participação ativa daqueles que trabalham com a terra”, constatou Nacife Menezes.


Capacidade

De acordo com o Sílvio Leão, o Viveiro Ouro Verde, com capacidade de produzir 2,5 milhões de mudas por ano, já é considerado o quinto maior e mais moderno de Minas Gerais. Os viveiros foram selecionados levando em consideração as áreas escolhidas pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce) para receber as ações de recuperação de nascentes e Áreas de Preservação Permanente (APP´s). Além disso, foram observados alguns aspectos, como viabilidade logística do viveiro, capacidade produtiva e responsabilidade social.


Integraram a comitiva o vereador Vaguin da Borracharia, o secretário Municipal de Governo, Anderson de Jesus, o Pipa, o secretário Municipal de Agricultura, Nardely Ramos, o professor da UFV, Aroldo Nogueira de Paiva, o doutorando Alex Ferreira, a engenheira florestal Raquel Cunha, do Instituto Florestal Nacional do Paraguai, além de engenheiro Cláudio Soares e do biólogo Vanderley Dias.